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Mi Ackerman: “Uma forma de explorar a sexualidade”

Mi Ackerman

Mi Ackerman é pura naturalidade, seus conteúdos exploram com maestria a doce sexualidade de maneira concisa e brilhante, sem esquecer uma pitadinha artística.

Batemos um papo profundo sobre sua visão do universo das sexworkers e como encarar tudo com a cabeça erguida.

Mi Ackerman

Para começar nosso bate-papo, conte-me como surgiu a ideia de trabalhar com conteúdo adulto e quais foram os caminhos percorridos até o momento?

Uma amiga era camgirl há pouco tempo, e o isolamento tinha começado um mês antes. Como eu sempre fui funcional e criativa na madrugada, ela me deu a ideia e aqui estou. Mais de um ano depois, tem sido uma caminhada interessante. No início, era sobre sexo e grana extra, e então se tornou uma forma de explorar a sexualidade e conhecer outras pessoas e seus prazeres com boas conversas.

O que mudou na sua vida desde que assumiu esse trabalho?

Eu não tinha um trabalho antes, então a questão financeira foi a principal. Também aprendi a respeitar um pouco mais os meus limites e a explorar sem tabus o que me estimula e dá prazer. Não quer dizer que foi fácil.

Mi Ackerman

Mi Ackerman, como as ideias surgem na sua mente para criar seus conteúdos?

Músicas e livros são os principais, embora consiga tirar ideias de coisas ínfimas. Sou uma leitora ávida de romances eróticos, então muitos dos meus conteúdos possuem referências a essas histórias e a músicas. Meus principais packs são nomeados com música da Madonna, como Like a Virgin e Like a Prayer, e todo o contexto é inspirado nos clipes e versos.

Quais sensações de trabalhar com conteúdo adulto provocam em sua essência?

Satisfação e tranquilidade. Apesar da alta exposição e do preconceito, há um alívio muito grande em ser minha própria chefe, estar segura dentro da minha casa e criando conteúdo respeitando meus gostos e limites.

Mi Ackerman

O que é sensualidade para você?

Autossuficiência e conforto. Percebo que minha sensualidade aflora quando me sinto confortável e feliz em algum momento, e o que sai disso é magnífico.

O que lhe faz suspirar?

Gosto de inteligência e criatividade, o que acaba por me incluir. Estar em um ambiente ou na companhia de alguém que me deixa livre para explorar essas duas características. E pagar minhas contas também me faz suspirar, importante salientar.

O que desperta mais provocações em você, erotismo ou pornografia?

Erotismo. Eu não consumo pornografia, por mais contraditório que soe, então é o erotismo que estimula a minha mente.

Ser exibicionista e produzir conteúdo adulto pode ser considerado uma forma de arte para você?

Em certos pontos, sim. Especialmente quando me inspiro em outras artes.

O que as pessoas podem encontrar em seu conteúdo?

Gosto da ideia de um conteúdo mais suave para a pornografia. Fetiches não são a minha praia, então faço mais o tipo namoradinha que te leva para uma noite agradável e romântica. Pode me chamar de Max Riley com peitos.

Aposto que você deve ter sofrido muitos preconceitos, como você lida com isso e o que acredita que precisa mudar?

Eu tenho uma família muito gentil. Quando contei aos meus pais e irmão sobre o trabalho, eles foram receptivos e acolhedores, então não é como se eu me preocupasse com o que vem de fora desse grupo. Também é um trabalho forte na terapia, o que eu indico para todas as meninas. Acredito que as pessoas precisam parar de se achar superiores às trabalhadoras sexuais. Urgente.

E como é sua vida fora do trabalho, você enfrenta muitos dilemas?

Na verdade, não. Eu sempre tive muita ciência do que estava fazendo e do tanto de preconceito sofreria, mas ser acompanhada por um terapeuta muito humano tem reduzido meus dilemas, receios e medos a quase nada.

Qual é sua ligação com seus seguidores? Eles são atenciosos?

Eles são uma doçura, tanto os que consomem meu conteúdo +18 quanto as meninas que me acompanham no Instagram. É uma relação que tento manter saudável e respeitosa, então nós nos damos bem.

O que você não suporta presenciar trabalhando nesse meio?

Pode não parecer, mas eu tenho conceitos morais muito bem definidos, então não suporto qualquer fetichização de colegiais, escoteiras ou grupos formados por menores de idade — o que acontece muito. Também não gosto de gente grosseira que acredita que, por estar pagando, pode exigir o que bem entender sem respeitar nossos limites.

O que gosta de fazer nas horas vagas?

Gosto bastante de ler e ver k-dramas. Também escrevo minhas próprias histórias quando posso.

Uma música que transpira tesão em sua vida?

After Midnight, do WayV.

Qual é o caminho para conquistar você?

Gosto de pessoas inteligentes e dispostas a ouvir. Ser bom de papo, criativo e com um bom gosto musical são ótimos primeiros passos para me deixar caidinha por alguém.

Qual dica você daria para alguém que pretende seguir seu caminho?

“Seguir o meu caminho” é uma ideia que não gosto muito, mas se estivermos falando sobre entrar no mundo adulto: vá para a terapia. Acima de tudo. Torne uma obrigatoriedade mensal e adicione aos seus gastos fixos. Me agradeça depois.

Chegou a hora! Abra seu coração e deixe um recado para nossos leitores e seus fãs.

Lidar com esse mundo no último ano tem sido uma caminhada interessante e com aprendizados que eu jamais imaginaria reconhecer.

Obrigada a cada jovem criatura que dispõe de seu tempo para compartilhar afeto, experiências e prazeres comigo em chats e conversas incríveis, e às mulheres que estão me apoiando no novo Instagram para desmistificar e espalhar informação sobre o nosso vasto universo!

E se você está aqui, fique à vontade para me visitar no @diariocamgirl e consumir o meu conteúdo nas plataformas +18. Será uma honra te receber!

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