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Allana Bel: “Não tenho mais medo de ser quem eu sou”

Allana Bel

Allana Bel aceita cada sentido de seu caminho, desbrava liberdade sincera de uma maneira que adentra o maravilhoso de sua alma. Sua essência reflete o ar que evapora pela superfície da sua pele pulsando pelo desejo solene de ser apenas natural e aconchegante. 

Rica nas palavras e nas atitudes, ela separou um tempinho para compartilhar com exatidão seus passos como sexworker. Prepare-se para conhecer sua visão de surpresas, desafios e responsabilidades. 

Allana Bel

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Para começar a nossa conversa, conte-me como surgiu a ideia de trabalhar com conteúdo adulto e quais foram os caminhos que te levaram até onde está?

Desde pequena, eu tenho a sexualidade afloradíssima. Com a presença das redes sociais e jogos online, foi fácil encontrar espaço para me experimentar na área. Entre vídeo-chamadas e trocas de nudes com colegas e até sites e páginas, fui desenvolvendo meu jeito para a coisa e elaborando melhor as motivações para fazê-lo.

No começo, era uma eterna busca por atenção e aprovação. Principalmente masculinas. [Alou, daddy issues!] Depois de viver um quase casamento, dos 18 aos 21, no qual me prendi e moldei em muitos sentidos, pude olhar para tudo isso novamente sob novas perspectivas. Terminei em 17 de dezembro de 2021, e logo dois amigos, um depois do outro, me questionaram de o porquê não trabalhar com isso.

Eu já tinha um Instagram com 4 mil seguidores, que abri quando ainda tinha 17 anos sob o nome “My Own Natural Universe” [ou @myownnu] no qual postava fotos sensuais e fazia lives no falecido Periscope para conquistar seguidores. Voltei através dos Stories informando que abriria vagas para o meu Close Friends + Telegram VIP.

Em menos de 5 dias, consegui 40 assinantes e fiz mais de R$2.200,00. Era inegável o pote de ouro ao final do arco-íris que havia ali. Então, de lá para cá, abri também um Privacy, OnlyFans e Camera Prive. Simplesmente amo a liberdade, o retorno e estímulos que o trabalho me traz, por isso hoje sou SW full time!

Há quanto tempo você trabalha com conteúdo adulto?

De forma remunerada, há 10 meses. Por hobby, 10 anos. 😉

Allana Bel

O que mudou na sua vida desde que assumiu esse trabalho?

Eu diria que assumi de fato há 1 mês e 1 semana. Quando mandei um textão para o meu pai, também meu patrão até então, contando sobre e, conforme já esperava, fui deserdada, demitida e nomeada de “puta” para baixo.

Já vinha num processo muito intenso de conquistar minha independência emocional e financeira dele. Fazer esse movimento de não mais me esconder foi um alívio enorme e me trouxe muito mais força, potência e coragem para fazer meu próprio dinheiro e viver minha própria vida daqui para frente.

Porém, vale ressaltar que também sou muitíssimo grata pela veia jornalística que carrego de meu ex-“paitrão”. Por todos os anos de experiência em sua agência de comunicação, além do incentivo que sempre tive para a leitura, escrita, estudos e relacionados. Tudo isso me preparou para esse momento e essa entrevista, de muitas que ainda virão.

O que mudou foi, basicamente, que eu não tenho mais vergonha nem medo de ser quem eu sou.

Sobre criação e publicação de conteúdos nas plataformas. Como é o seu processo criativo para bolar os seus conteúdos? Você se inspira em alguém, pesquisa algum tema ou recebe sugestões dos seus seguidores?

Comecei postando nudes e vídeos bastantes amadores e caseiros, como fazia desde a adolescência. Apenas com meu celular, minha boa vontade e ajuda do meu namorado de vez em quando. Porém, senti a necessidade de trazer algo mais profissional e elaborado.

Então, contratei um fotógrafo, o Otávio Imai, com o qual combinei de nos encontrarmos a cada 2-3 meses para novos ensaios temáticos e fetichistas. Minha escolha não poderia ter sido mais acertada, pois já nos conhecíamos desde 2018 e nossa sintonia é muito boa.

Sobre os temas e fetiches, procuro trabalhar apenas com aqueles que sejam congruentes a quem eu sou de verdade, e através dos quais possa expressar minha personalidade.

Fico feliz em dizer que o Otto capta tudo isso com genialidade e maestria!

Por exemplo, os primeiros foram “Housewife” e “Mystical” (Dona de Casa e Mística). Pois tenho um lado muito “do lar”, no sentido de gostar de cuidar dos ambientes e pessoas que me cercam. Mas também um lado muito espiritual, intuitivo e conectado à natureza.

A podolatria é outra que está sempre presente. Pois amo uma mordida e chupada nos pezinhos.

Sobre os vídeos, recentemente tive uma primeira gravação com um profissional, o Gabe Spec. Pelas palavras de um dos meus assinantes, eu elevei a experiência a um outro nível. Devo concordar com ele. Muito mais qualidade de iluminação, som, edição, ângulos. Tudo.

Sem contar que o Gabe é um querido, super criativo e focado. O que ajudou muito e ambos ficamos super à vontade. Pretendemos gravar muito mais e atender a pedidos do público, como spanking e anal. Fiquem ligados!

Também sigo postando vídeos e fotos espontâneas, especialmente exibicionistas ou depois de um banho gostoso [seja de chuveiro ou de gozo]. Adoro! (risos).

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Trabalhar com conteúdo adulto mexe com você? Que tipo de sensação esse trabalho provoca na sua essência como pessoa?

Com certeza! É algo que me preenche e me liberta, exatamente como esperava que fosse em quaisquer trabalhos que realizasse. Ser apenas mais uma na multidão do mercado corporativo não era uma opção para mim.

Acredito que a sexualidade está em tudo. Poder explorar esse território a fundo e ser 100% eu mesma, com todo meu fogo e paixão, é gratificante e empoderador.

Na sua concepção, o que é ser sensual? Como você lida com a sua sensualidade?

Ser sensual é ser vulnerável. É estar presente e deixar que o outro te veja, nua de corpo e alma. Olho no olho, peito aberto, mente leve e disposta a tocar e ser tocada. Adentrar e ser adentrada. Acolher e ser acolhida. Respiração e transpiração na mesma medida.

A minha sensualidade é quase parte intrínseca de mim, está no meu jeito de caminhar ou dançar, escrever ou ler, falar ou ouvir. Pois percebo que ando por aí, pela vida, sempre interessada na próxima pessoa que posso conhecer e navegar… por todo seu universo.

Estou eternamente aberta e exalando magnetismo, sedução e perigo.

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Qual é a razão dos seus suspiros?

Meu namorado, Oscar. Ele definitivamente é um suspiro de alívio, encanto, admiração, segurança e proteção na minha vida. Porque no meio de tanta gente que só quer ficar no raso comigo, ele escolhe mergulhar em todo meu mar de intensidade. Com todas as turbulências e delícias. Todos os dias.

Eu agradeço ao universo por tanto!

O que te deixa mais ligada, erotismo ou pornografia e por quê?

Depende. Acredito que a pornografia, principalmente hentai e quadrinhos eróticos [ai ai, tentáculos…], estimula muito minha imaginação e libido. Mas nunca senti muito prazer, de fato, consumindo. Já o erotismo tem toda uma jornada de intimidade com o outro que me envolve, pouco a pouco, até o clímax que é o sexo em si.

É como se a pornografia fosse aquele graveto que usamos para fazer a manutenção da fogueira, mas a lenha que queima e o oxigênio que acende mesmo é o erotismo.

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Dentro da produção de conteúdo adulto, você procura se mostrar de uma maneira mais artística, ou segue uma forma mais espontânea, deixando fluir naturalmente?

Eu diria que para as fotos sou mais artística e para os vídeos mais espontânea. Gosto de testar diferentes poses, cores, ângulos, cenários e figurinos na fotografia, enquanto nas gravações não gosto de pensar demais no ato, performance, gemidos, caras e bocas.

Todo squirting, grito, jogada de cabelo ou olhar que dei para as câmeras foi 100% natural e genuíno.

Ser exibicionista pode ser considerado uma forma de expressão artística?

Sem dúvida! Arte é feita para provocar os nossos sentidos, percepções e emoções. Se existe algo que traga mais sensações ao ser humano do que o próprio corpo humano e tudo que ele representa, inclusive visualmente, eu desconheço.

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Família, amizades e relacionamentos amorosos, como é a relação deles com o seu trabalho?

Como comentei na terceira pergunta, meu pai não quer mais olhar na minha cara. Só manteve o plano de saúde por insistência da minha mãe. Que choramingou e se preocupou no primeiro momento, mas logo aceitou e até me apoia. Ela diz que o importante é eu fazer o que me faz feliz, e sempre soube que não nasci para ser comum nem me encaixar.

Meu irmão tem 14 anos, então ainda não tive uma conversa mais direta com ele sobre isso. Mas ele é bastante inteligente e compreensivo, tenho certeza de que se explicar com calma vai entender. Somos bastantes próximos quando se trata desses assuntos. Ele sabe que pode se abrir comigo e eu com ele sobre tudo. Já o restante da família tem visto pelas redes sociais e apenas se isentou de comentários. O que eu acho ótimo.

Amigos? Confesso que esse é um termo complicado para mim. Tenho muito mais contato no dia a dia com colegas de profissão, clientes e fãs. Mas se puder falar dos poucos que tenho, e que nunca foram só amizade e outros até trabalham comigo também, eles abraçam meu lado fofa e safada com todo carinho e admiração possíveis. O que inclui meu trabalho.

Meu namorado, Oscar, é o primeiro a me incentivar e acreditar 100% em mim. Todos os dias. Quando não aguentava mais fingir ser algo que não sou para manter a relação e trabalho com meu pai, foi ele quem disse: “Amor, eu prefiro que a gente tenha menos grana em casa por um tempo do que te ver sofrendo desse jeito”. E foi assim que me assumi modelo alternativa.

Ainda sobre os relacionamentos, em sua visão não monogâmica, por que as pessoas ainda não compreendem que existem diferentes visões do amor e atração?

Acredito que a não monogamia mexe com tudo que o ser humano construiu acerca do que é um relacionamento amoroso. Muito pautado em exclusividade, ciúmes, inseguranças, medos, apego. Aquela história de conto de fadas, o “Felizes Para Sempre”.

Até para mim, que sou poligâmica, ainda é muito difícil aceitar que as pessoas com as quais me relaciono não são obrigadas a suprir minhas expectativas e necessidades. Somente eu mesma me faço feliz ou não, dependendo do foco que dou nas coisas boas ou ruins.

Acontece que amor não é sobre se entregar apenas para um único indivíduo e ser responsável [ou pior: culpado] por toda alegria ou dor do outro. É mais sobre enquanto estiver ali com ele realmente estar. Presente. Por inteiro. Ser toda dele, não só dele.

Fato é que todo amigo meu em algum momento também já, no mínimo, me beijou. Porque para mim o toque é o ápice do afeto, e eu me atraio demais por cada um que se permite fazer mais próximo e íntimo de mim. Não tem coisa mais gostosa para mim do que isso.

A poligamia me libertou para o mundo e para a vida. Pois eu não preciso mais me controlar para me relacionar com alguém. Não preciso mudar quem eu sou para caber numa relação e na sociedade, e sim a relação se transforma para fazer sentido na minha vida.

Afinal, o que poucos sabem é que essa configuração de casal (1 homem + 1 mulher) nasceu da pura necessidade deles de garantirem que seus filhos eram realmente seus. Hoje, existe teste de DNA. Já passou da hora de trocarmos o disco.

Mas até que eu compreendo a dificuldade de questionar tudo isso. Quando a sua volta todo mundo está falando e vivendo o contrário. Parece que é impossível fazer diferente. É aceitar ou morrer sozinho. Eu mesma já passei por isso. Tanto que quase virei a “bela, recatada e do lar” rs

Allana Bel

Em suas redes sociais fica perceptível que o autoconhecimento está ligado demais aos caminhos que você explora. Como é sua busca pelo desenvolvimento pessoal e como ele afeta tanto seus conteúdos quanto sua conexão especial com os seguidores?

Primeiro que eu fui encaminhada para um psicólogo desde pequena, porque era muito inquieta e questionadora. Então sempre tive uma voz sussurrando ao pé do ouvido que a vida não podia ser só isso o que me era apresentado. Com 17 anos, participei pela primeira vez de um programa de autoconhecimento e empoderamento para jovens chamado “Acampamento Prove”.

Era uma imersão de 5 dias, onde fui fundo nas questões da minha infância, traumas, padrões de comportamento, sonhos e propósito. De lá para cá, 5 anos se passaram e muitas outras vivências entre retiros, cursos, terapias, palestras, encontros, etc.

Nessa jornada, aprendi a nomear meus sentimentos, escutar meus pensamentos e me pegar no flagra sempre que algo está fora do eixo e a rota precisa ser recalculada.

Quando você entende como interpretar a si mesma e encontrar exatamente o que precisa para melhorar, se relacionar bem com o outro é apenas uma consequência. Você sabe comunicar suas vontades e limites, tem estrutura mental e inteligência emocional para lidar com as vontades e limites do outro e, assim, consegue fazer a ponte entre ambos.

O primeiro passo para se conectar com o outro é se conectar consigo. Como sou apaixonada por mim mesma e por pessoas, é natural para mim ser transparente, verdadeira, receptiva e acolhedora com elas. Por onde eu passar, quero ser beleza que traz leveza.

É isso que levo para tudo que faço na vida, na rotina de trabalho e nos meus conteúdos.

O que as pessoas irão ver, acessando os seus conteúdos?

Conteúdo amador e profissional, ensaios temáticos e fetichistas, fotos e vídeos 100% explícitos, sozinha ou acompanhada, squirting, podolatria, strip-tease, brinquedos, lingerie… e muito mais!

O que jamais verão é eu fazendo algo por obrigação, só para agradar ou fazer parte do que todas estão fazendo no momento. Pois cada postagem tem a intenção de te trazer para mais perto de mim, te fazer imaginar como seria estar comigo ali. Não apenas com a imagem do meu corpo.

Tanto que no geral uso muito de músicas ou poesias autorais nas legendas. Muito bem pensadas para transmitir a essência daquela situação retratada. Meu conteúdo tem alma. Uma alma tão fofa quão safada. Sempre entregue, inteira, aberta. Real.

Allana Bel

Você acredita que em pleno século XXI, com a expansão da comunicação, redes sociais e as plataformas de relacionamento, falar de sexo e expressar a sexualidade ainda é um tabu na cabeça do brasileiro?

Infelizmente, sim. Se não fosse, não teríamos mais de 50 milhões de votos naquele que não pode ser nomeado. Mas eu tenho convicção de que a esperança é a última que morre, e aos poucos iremos conquistar nosso espaço e dignidade.

Assim como eu, sei que existem pessoas por aí dispostas a arriscar o verbo e falar sobre. Desde a escola até o trabalho. Eu não estou sozinha. Prova disso é a existência do próprio Suspiro.

Nem todos sabem, mas você além de produtora de conteúdo adulto, é terapeuta holística e proporciona um trabalho fenomenal para ajudar os outros a encontrar o equilíbrio em suas vidas. Como funciona profundamente esse outro trabalho e o que tem adquirido de aprendizado?

Desde que fui para o Acampamento Prove, soube que minha missão de vida era ajudar o próximo a estar bem consigo mesmo em toda sua complexidade do ser e de ser humano.

Encontrei nas Terapias Integrativas o caminho para tal, principalmente para mulheres. Já que trabalho muito com o Sagrado Feminino. Além de Programação Neurolinguística, Constelações Familiares e Sexualidade Livre.

Nos últimos 2 anos, ajudei dezenas de mulheres em sessões individuais e em grupo a resgatarem em si mesmas o autoamor, a criatividade, o perdão, a força e tantas coisas mais.

Geralmente, prefiro deixar que elas falem por mim. Então, vocês podem conferir depoimentos aqui. Mas o que gostaria de ressaltar é o quanto é inspirador ver cada uma delas chegar até mim cheia de dúvidas, cansadas, confusas e em menos de 10 atendimentos passar a sentir orgulho de si mesmas, saber quem são, o que querem e como fazer acontecer.

Recentemente, comecei um programa com as Nast Girls, minhas queridas colegas de profissão, chamado “Programa de Resgate da Mulher Loba”. Apenas um encontro [de sete no total] já foi capaz de esclarecer e transformar tanta coisa para elas. Estou animadíssima para ver onde irão chegar até o final!

O que mais tenho aprendido e reforçado através desse trabalho é o quanto autoconhecimento e desenvolvimento pessoal é para a vida toda. Não existe essa idealização de uma iluminação espiritual e de repente tudo está magicamente resolvido. Mas que se perceber em constante evolução e crescimento é um processo mágico e lindo, apesar de por vezes dolorido, isso é.

Allana Bel

Trabalhar e lidar com as pessoas não é tarefa fácil em nenhuma profissão. Você geralmente tem jogo de cintura para lidar com gente “desagradável”? Qual o tipo de atitude que você toma quando uma pessoa está começando a se tornar inconveniente?

Eu acredito que todo mundo está fazendo o melhor que pode com aquilo que tem. Não é possível oferecer ao outro aquilo que nunca recebeu. Mesmo que de si mesmo. Se a pessoa está me tratando mal, tenho certeza de que se trata pior ainda. Então costumo ser muito compassiva nesse sentido. Porém, já não sou mais tão boazinha como antes.

Já fui a pessoa inocente que aguentava de tudo só por ter essa consciência e me sentia inclusive responsável por mostrar para o outro que havia maneira melhor de se relacionar. Até certo ponto, ainda tento dialogar com toda amorosidade e firmeza do mundo.

Agora, se começou a tirar minha paz, de verdade, passo da indiferença ao banimento sem dó nem piedade. Mas jamais desço o nível, ou deixo falando sozinho ou bloqueio mesmo.

Ligado a pergunta anterior, o contato e a exposição pessoal podem se tornar estafantes? Como você lida com o estresse e a ansiedade? Faz algum tipo de terapia ou alguma outra atividade para relaxar?

Eu tenho a terrível mania de responder todo mundo o mais rápido possível. O que pode sim ser bastante exaustivo. Afinal, apesar de muito extrovertida, amar pessoas e ter traquejo social para dar e vender, é claro que enfrento meus momentos de introspecção.

Às vezes, chego a desligar o celular por três dias seguidos e enfiar as caras nos livros. Também estou na psicanálise há pelo menos 6 anos, o que é minha dose semanal de sanidade.

Você enfrenta ou já enfrentou dilemas na sua vida? Se você já enfrentou ou enfrenta, como lida com isso?

Todos os dias. Muita terapia. Não vivo sem.

Qual é sua ligação com seus seguidores? Eles são atenciosos?

Muitos dos meus seguidores acompanharam, mesmo que de longe e com diversos sumiços da minha parte, muitas das minhas fases nos últimos 4 anos da minha vida. Já presenciaram meus melhores e piores momentos, minhas menores conquistas e meus maiores surtos.

No fundo, eles sabem quem eu sou e como podem e devem ser eles mesmos comigo. Adoro passar horas conversando pelo Direct e muitos se tornam grandes amigos, pelo menos virtuais e os quais ainda quero demais conhecer pessoalmente.

Por favor, assinem minhas plataformas para eu rodar o Brasil [e Portugal] fazendo encontros! (risos)

O que você não tolera presenciar trabalhando nesse meio?

Nos tratarem como se fossemos máquinas de sexo, 24/7 interessadas em fazer e falar sobre, sem nem ao menos depositarem uma moedinha sequer para fazer a roda girar rs

Existem pessoas que te inspiram para você fazer o seu trabalho?

A cantora Jade Baraldo, um grande exemplo de feminilidade, sensualidade, ousadia e coragem. Além de um amor de pessoa. Com a qual até já tomei umas num boteco qualquer de Sampa.

Também a Tabata Hisismit, minha mentora na Agência Nast. Que me ensinou que é possível ser uma Girl Boss FODA sem atropelar fases e ainda por cima se divertir muito no processo.

Você consegue ter um momento que é só seu? O que gosta de fazer nas horas vagas?

Ultimamente, confesso que estou enfrentando bastante dificuldade para me desligar do trabalho. Mas entendo que é apenas uma fase, na qual tenho precisado provar para mim mesma que sou capaz e checar meus resultados o tempo todo faz parte disso. Afinal, estou satisfeita com os mesmos pela primeira vez na vida.

Porém, quando consigo ter esse momento para mim, gosto de caminhar no lago principal aqui da cidade (Bragança Paulista), escrever a mão, tomar um café ou açaí, ler um bom livro, andar de patins e até dançar e cantar no chuveiro ou em frente ao espelho (risos).

Uma música que transpira tesão em sua vida?

Dose, da Jade Baraldo.

Para as pessoas que desejam iniciar na produção de conteúdo adulto, há alguma dica que você gostaria de compartilhar com elas?

Nunca faça nada que te deixe desconfortável, porém continue se desafiando sempre. Assim, você crescerá através daquilo que faz sentido para você. Apenas escute sua intuição e confie nas vozes do seu coração. Tudo dará certo no tempo certo!

Chegou a hora! Abra seu coração e deixe um recado para nossos leitores e seus fãs.

Primeiramente, gratidão eterna pela oportunidade de expressar a minha verdade e essência. O seu trabalho é simplesmente incrível e merece toda notoriedade do mundo, Rafa.

Aos leitores e fãs, obrigada por tirarem um momento do seu dia para me conhecerem muito além do que já pude mostrar até então. A não ser em meu próprio livro autobiográfico [ainda em produção rs]. A cada feedback, vocês me impulsionam a continuar levando alegria, prazer e conexão ao mundo.

Espero que cada um de vocês possa encontrar o que desperta seus desejos, paixões e suspiros. Estou aqui para acompanhá-los nisso! Inclusive como acompanhante de fato, que é meu próximo passo no universo adulto. 😉

Um grande beijo, da sua amante, amiga e grande magia dos seus dias… Allana Bel 🌹

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