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Oh! Rebuceteio – Um filme cult do cinema nacional!

Olá meus caros, quero trazer uma pérola da pornografia “Brazuca”, o filme Oh Rebuceteio.

Oh Rebuceteio é de 1984, se não é um exemplar típico do porno nacional, certamente é o mais famoso. Produzido e dirigido por nada mais nada menos do que Cláudio Cunha (1946 – 2015).

De fato, podemos dizer que este filme transita na fronteira entre o inteligente e o abominável. Antes de tudo, temos que ter em mente que foi um filme rodado na década de 80. Bem produzido e com uma fotografia interessante, o filme é recheado de cenas vigorosas de sexo. Inegavelmente vale a pena assistir pelo belo elenco e pelo humor contido na película.

Oh Rebuceteio cartaz

Nenê Garcia, o guru da liberdade sexual

Repleto de metalinguagem a lá “A Chorus Line” da sacanagem, acima de tudo Oh Rebuceteio nos remete a todas aquelas histórias de liberdade sexual, características do meio artístico da época em que a história se passa.

Surpreendentemente Cunha nos envolve num um lance psicanalítico. Incorporando um diretor teatral, Nenê Garcia, o guru da liberdade sexual, que se esconde atrás do seu pudor e obscuridade. Dessa forma faz com que jovens entre 20-25 anos, ávidos pela fama, se esgotem nas intensas orgias de sexo grupal. Destaque para as atrizes Débora Muniz, Elizabeth Bacelar (Eleni Bandettini), Cleide Cunha, Lia Farrel, entre outros.

cena do filme Oh Rebuceteio

Oh Rebuceteio se apoia na beleza do seu elenco

A narrativa se passa na maior parte do tempo na formação de um elenco e nos ensaios de uma peça experimental de teatro, Oh Rebuceteio. É um filme de sexo explícito da Pornochanchada da Boca do Lixo, tratando o erotismo na película de forma contundente e visceral. Nenê Garcia (Cláudio Cunha) se utiliza de técnicas sem roteiro, utilizando o improviso como premissa criativa.

cena do filme Oh Rebuceteio escada

A peça se apoia num grupo de jovens atores, belos e com a libido bombando. Cada ensaio e conversa com o casting serve como uma orquestração à liberação sexual. Tenda chocar e a usar de subterfúgios para referenciar a revolução sexual, que ainda não tinha alçado o Brasil em meio a Ditadura Militar.

O humor do filme se vê nas dicas geniais que o diretor faz. Olha bem nos nossos olhos, e diz enfaticamente para a câmera: masturbe-se, gozem gostoso!!!

Rola muita sacanagem e ela é bem feita

O sexo é tratado com a plasticidade e cuidado, certamente tinham conhecimento sobre o assunto. O filme tem pique, de tal forma que o espectador não precisa de muito tempo para esperar o sexo acontecer. Sem dúvida rola muita sacanagem, com direito a cenas de lesbianismo, sexo grupal e um sutil sexo anal. Só para ilustrar, esse filme já passou várias vezes na íntegra no Canal Brasil. Oh Rebuceteio é interessante de se assistir, porque mostra um pouco a São Paulo da década de 80, assim como  o filme tem o seu lado engraçado.

Em contraste com o que temos hoje, no mundo da pornografia, não é errado em dizer que 40 anos depois, Oh Rebuceteio busca o seu devido reconhecimento. Sem dúvida é um filme cult nacional, tratado com o mesmo olhar cuidadoso que devotamos às obras de Tinto Brass. Ok! Exagerei um pouco aqui, mas não importa!

O último grande trabalho no cinema

A turminha que ainda não era nascida na época, tem que pensar que Oh Rebuceteio foi rodado em meados de 1983. Foi um momento em que a Aids se espalhava pelo mundo. No Brasil iria se disseminar por volta de 1985. Por isso podemos dizer que a retórica a favor do sexo sem limites acabou morrendo na praia.

Este foi o último trabalho do diretor Cláudio Cunha para o cinema. Anos seguintes viria a se dedicar ao teatro. Seu personagem mais famoso, O Analista de Bagé, fez grande sucesso e ficou muito tempo em cartaz. Deixou para trás uma filmografia não muito extensa, porém diversificada. Como resultado Cláudio será sempre lembrado, entre os altos e baixos na produção daquele tempo e pela criatividade e ousadia no trato cinematográfico. Faleceu em 20 de abril de 2015 aos 68 anos de idade.

Afinal o que é Rebuceteio?

Rebuceteio no dicionário é traduzido como grande confusão.

“Grande confusão é a própria vida, é isto aqui…um rebuceteio” – Cláudio Cunha.

Conheça algumas obras de Claudio Cunha como diretor

Assista o filme

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