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Ator porno

Giuliano Ferreira – da pornografia ao evangélio!

Giuliano, de Gogo Boy a astro pornô

Giuliano Ferreira, natural de São Paulo, entrou para o ramo do entretenimento adulto aos 18 anos de idade. Inesperadamente, caminhando pelo Centro de São Paulo a procura de emprego, chamou a atenção de um empresário que estava pela rua. “Ele disse que eu tinha um corpo vistoso e atlético e que tinha um trabalho para mim. Garantiu que eu ganharia em um final de semana o que costumava tirar em um mês”, conta.

“Você quer trabalhar?” – perguntou o empresário, que lhe ofereceu a chance de trabalhar como Gogo Boy em uma casa noturna. Relutou em aceitar o trabalho, porém, como estava desempregado e já era pai solteiro de um relacionamento pré-maturo aos 17 anos, resolveu encarar o desafio. 

Giuliano Ferreira sem camisa

Logo percebeu que a lucratividade de um final de semana, como Gogo Boy, superava em muito o salário de um mês num emprego convencional, decidiu então abraçar a profissão.

De dançarino a ator pornô foi um caminho natural

Giuliano Ferreira transando Brasileirinhas

Giuliano conta que em menos de um ano já era o stripper mais assediado de São Paulo. Daí para atuar em filmes pornô foi algo que veio de forma natural.

Começou como dançarino, passando a modelo de revista. Desse modo recebeu um convite para participar em seu primeiro filme. “Era uma cena de baile de carnaval. Estava com vergonha e pedi para colocar uma máscara, pois não queria aparecer. Por mais que possa soar estranho, eu me sobressaí sobre os demais profissionais, tive uma facilidade muito grande e apareci mais que os ‘rodados’ no meio. Acho que foi fruto da genética, pois nunca tinha feito antes”, lembrou.

Assim sendo, adotou dois nomes artísticos, Juliano Ferraz para filmes heterossexuais e Júlio Vidal para filmes gays. Foi, junto de Fábio Scorpion e Christian Wave, um dos atores mais importantes do gênero pornográfico, que Giuliano Ferreira se destacou na indústria. Chegou a trabalhar dois anos no mercado brasileiro e três anos no mercado internacional.

Fala fluente três idiomas, morou e trabalhou em Madri, Praga, Budapeste e São Petersburgo. Voltou ao Brasil em 2004, quando filmou “A Primeira Vez de Rita Cadillac”.

Giuliano incorporava o personagem, era assim que fazia seu trabalho

Disse que sempre encarnou um personagem quando atuava nos filmes. Mesmo desse modo alega que sempre foi vítima de preconceito. “Acham que eu era daquele jeito na vida real. Criei um personagem e ele era bom, era o cara que fazia as coisas acontecerem. Já tive propostas milionárias para sair com os outros, de até R$ 400 mil”, disse. Mesmo depois de ter saído do mundo porno, já como pastor evangélico, conta que recebeu mas não aceitou uma proposta substancial de um apresentador de televisão famoso, convidando-o para ir para cama com ele. “Então, isso para mim é preconceito, confundir a pessoa com o personagem, com aquele cara que pensa em sexo 24 horas por dia”, comentou.

Juliano Ferraz fazendo sexo heterosexual

Giuliano Ferreira atuou em cerca de 300 filmes pornôs heterossexuais e 9 filmes gays e com travestis, além de dirigir três filmes. Em contrapartida reclama de ter sido rotulado por participar de filmes para homossexuais. Da mesma forma ressalta que não é bissexual.  “Fiz nove produções gays, mas pela proporção que tomou, parece que foram 300. Não havia internet na época. A empresa te chamava para uma gravação na Costa Rica, por exemplo, e dizia que a fita só sairia nos Estados Unidos. Eu tava na chuva para me molhar. Se ganhava R$ 300 por cena com uma mulher, com homens passava para R$ 3 mil. Ganhava dez vezes mais, só que era 100 vezes mais difícil”, recordou, ressaltando que é casado há 12 anos com a mesma mulher.

Há uma glamourização excessiva da vida do mundo pornô

O mito do prazer fácil nas gravações cai por terra, de acordo com os relatos de Giuliano. “O verdadeiro prazer não está na carne e sim na cabeça. Fazia sexo com facilidade, porém a cabeça estava em outras situações.

Juliano Ferraz em cena de sexo

No início, não tomava Viagra, até porque era caro. Depois virou praxe. É uma coisa que todos fazem, mas não gostam de assumir”, revelou. 

Hoje como pastor evangélico, afirma que há uma glamourização excessiva da vida no mundo pornô. “Falam como se fosse uma coisa boa. Não é. Há muita prostituição, drogas, falta de respeito. Não é um mundo legal”, conta.

Nos anos de 2002 a 2004, Giuliano foi o ator mais conhecido no mercado pornográfico brasileiro. Venceu um prêmio latino americano da categoria e, em 2003, fez história ao ser indicado ao AVN Awards, o Oscar do pornô mundial.

Famoso e com dinheiro, conseguiu comprar três casas em Ribeirão Bonito – SP. Seu grau de importância chegou a tal na indústria, que tinha a liberdade de escolher as parceiras com quem iria atuar. Seu último filme foi com Rita Cadillac, no início dela nos filmes porno e Márcia Imperator que já trabalhava na indústria. No entanto, foi após as gravações deste filme que o seu corpo deu um importante sinal de alerta.

Giuliano Ferreira e sua experiência sobrenatural com Deus

“Senti um incômodo no dente, tive um problema de canal. O dente quebrou no dentista. Tive que arrancá-lo e houve uma infecção generalizada. Pegou nos rins e começou a chegar no pulmão. Fiquei cinco dias no hospital, em coma induzido. Foi aí que tive a experiência sobrenatural com Deus”, destacou.

“Eu estava internado no hospital em coma induzido. Ouvi Deus falando que era para eu parar com tudo e fazer a vontade dele. Depois disso acordei puro. A infecção que tinha tomado conta dos rins e pulmões tinha desaparecido”. Visto que nem mesmo os médicos conseguiram explicar o ocorrido.

Giuliano Ferreira - em casa
Foto de Alessandro Meirelles - G1

Por fim, após sair do hospital, Giuliano rescindiu dois contratos, um deles internacional. Vendeu uma casa e um carro para pagar as multas rescisórias. Já era casado com a sua atual esposa. “Ela sabia de tudo e nunca me recriminou”, disse.

Sua transformação de ator pornô a pastor evangélico

Pastor Evangélico

Há mais de dez anos frequenta a igreja Assembleia de Deus. Foi auxiliar, diácono e presbítero antes de virar pastor, o que ocorreu em 2009.

“Não me envergonho do que fiz, só resolvi deixar tudo de lado após receber esse chamado”, conta.

Hoje, não ganha salário, muito pelo contrário, vive da venda de seu livro e de outros livros religiosos. ”Eu parei no auge da minha carreira, com 25 anos, e deixei tudo para atender um chamado. Meu único interesse na igreja é salvar almas.

Luz, Câmera, Ação e Transformação

Esse e outros relatos estão no seu livro “Luz, câmera, ação e transformação” – Editora Semeando, lançado em 2014 por Giuliano. Hoje, quando escrevo este post, Giuliano está com 42 anos, se tornou um pacato pastor evangélico morador de São Carlos – SP. Além da publicação de seu livro, por analogia tem um sonho ainda maior, quer ver sua história contada no cinema, tal como o sucesso fenomenal de Bruna Surfistinha.

Entrevista com o Pastor Giuliano Ferreira

Seu trabalho na indústria pornô

Conheça o seu trabalho na Brasileirinhas: Juliano Ferraz

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