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Nina Sag: “Sexo é sobre experiência, sensibilidade e limites”

Nina Sag

Nina Sag caminha sob um sublime olhar, digna de abraçar as vivências com profundidade e equilíbrio. Ela compreendeu que o sexo era tão sensitivo que não apenas acalorava sua pele como aflorava a alma com brilhos autênticos.

Batemos um papo profundo e gostoso sobre seu caminho como acompanhante e Colunista do Fatal Model onde compartilha marcantes histórias que nos ensina sobre a natural vida sexual.

Nina Sag

Nina Sag

Para começar nossa conversa, conte um pouco sobre você para aqueles que não a conhecem.

Atualmente sou redatora, estudante de sexologia, escritora e acompanhante há quase cinco anos. Tive a ideia de trabalhar como acompanhante porque estava pesquisando alguma renda extra para melhorar meu financeiro.

Eu já tinha formação (fui professora) em Letras e cursava Direito, mas não queria mais dar aula, estava separada, saí de um casamento de quase dez anos e tinha uma filha, também tinha um negócio próprio que trabalhava de casa, mas aquela renda só estava pagando as contas. Então eu queria algo que não me prendesse com horário fixo, paralelo a isso, também tinha o fato de eu não querer me relacionar com ninguém naquela época, queria ter alguém só para sexo rotineiro. Bom, nem preciso dizer que juntei o útil ao agradável (hehehe).

Já tinha em mente que queria trabalhar como acompanhante ou simplesmente aconteceu?

Quando tive a ideia e comecei a pesquisar, percebi que tinha tudo a ver comigo, pois sempre fui ativa sexualmente. Quando eu tinha uns dezenove anos e cursava a faculdade, entrava em salas de bate-papo, conhecia alguém virtualmente e se me interessasse, marcava para encontrar pessoalmente e muitas vezes rolava sexo, então tecnicamente, só comecei a monetizar depois de estudar o mercado.

Nina Sag

Poderia nos contar como foi o seu primeiro atendimento?

Um caos total (hahaha). Eu fingi ser experiente, mas percebi mais tarde que só repeti os estereótipos que meus clientes hoje em dia me contam. Cheguei no quarto, fui tirando a roupa e partindo para cima do senhor, que aliás, não conseguiu uma ereção.

Então, em menos de vinte minutos ele deu uma desculpa, me pagou e me deu carona até meu carro, ainda assim eu fiquei tão feliz de ter ganhado aquele valor em tão pouco tempo que sabia que era aquilo que queria fazer por muito tempo. Pensei “se sem sexo foi bom, imagina quando tivesse sexo de verdade” (hahahaha). Daí meu segundo atendimento foi maravilhoso, o cara me tratou como uma princesa, tivemos uma boa conversa, um bom sexo e pagamento no final, então me apaixonei pela profissão.

Família e relacionamentos. Você pode falar um pouco sobre isso?

É um caos também quando a família descobre, me preparei emocionalmente para isso pois, seguindo o caminho que eu estava, sabia que mais cedo ou mais tarde descobririam, mas nenhum preparo emocional te prepara, de fato, para isso.

Dói ouvir algumas coisas quando sai da boca de pessoas que a gente ama. Minha família me respeita porque não dependo de ninguém, mas é óbvio que não era isso que eles esperavam para mim. Procuro respeitar a forma que eles pensam, afinal, eles são de outra época e não vivem as experiências que eu vivo. O respeito das duas partes é essencial.

Nina Sag

O seu trabalho causou grandes mudanças na sua vida com relação a crenças, sentimentos e personalidade?

Em tudo, primeiro porque tive uma criação tradicional preconceituosa, quando comecei a pesquisar o mercado passei por um processo de me reinventar, pois sabia das consequências que poderia enfrentar no futuro.

Sobre as fantasias. Algum cliente já te pediu para satisfazer alguma fantasia sexual que realmente você gostou muito em realizar? E teve uma que foi a pior e por quê?

Tenho um cliente que gosta de marcar na clínica dele e eu amo essas coisas de lugares diferentes e com uma certa dose de perigo. Teve um outro que era político e marcou no gabinete como se fosse uma reunião, essa eu amei e fiquei muito excitada.

Não teve nenhuma que fosse muito ruim porque se a ideia não me agrada, nem aceito a proposta, mas teve um cliente que pediu que eu fosse vestida como uma dama e isso eu odiei porque já me visto como uma dama, afinal, não é porque sou acompanhante que preciso sair por aí com um anúncio na testa, então, na época, me pareceu um insulto ele achar que eu iria seminua para o atendimento.

Nina Sag
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E você, já teve a oportunidade de realizar todas as suas fantasias? Tem alguma faltando que queira compartilhar conosco?

Realizei muitas com certeza, mas ainda quero transar num avião e num trem.

Acredita que hoje as pessoas estão mais soltas a querer satisfazer suas fantasias ou ainda tem muito tabu sobre esse assunto?

É fato que ainda existe muitos tabus, um exemplo básico disso são homens que gostariam de ter uma experiência bissexual ou apenas penetração anal e tem medo de gostar e achar que é homossexual, uma coisa não tem nada a ver com a outra.

Outro exemplo são casais que gostariam de realizar um ménage ou ir num clube de swing e morre de medo de encontrar pessoas que as conhecem, coisa que para mim não faz o menor sentido. Se o casal quer experimentar juntos, qual o problema nisso? Então é um caminho longo até que muita gente aprenda a abrir a mentalidade para aprender a lidar com os seus desejos, a entender melhor a sexualidade, mas meu trabalho é para contribuir nessa mudança de mindset. 

Nina Sag
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O que o sexo representa em sua essência?

Eu aprendi, como acompanhante, que sexo é sim fisiologicamente necessário para a mulher, nós precisamos tanto quanto os homens, apesar de culturalmente sermos ensinados ao contrário. No entanto, na essência, sexo é sobre experiência, sobre sensibilidade, sobre limites. As pessoas podem desenvolver muito auto conhecimento a partir do sexo e melhorar a auto estima com isso, mas precisa se permitir.

Você é colunista do blog da Fatal Model, um dos maiores sites de anúncios de acompanhantes. Como surgiu a ideia de compartilhar visões e experiências da área de forma realista e profunda?

Comecei a compartilhar as minhas experiências em público desde o início da profissão, criei um blog que chama Nina Honorato (o Honorato eu deixei de usar por questões familiares) e lá eu comecei a relatar todas as experiências porque era a única forma de contar para alguém, já que eu não podia contar para ninguém na época (rsrsrs). Percebi depois que também funcionava como um memorial, pois era uma forma de eternizar aqueles momentos e mais tarde percebi que era meu diferencial, muitos clientes vinham por causa do blog.

Então algumas meninas encontravam o blog e pediam dicas para começar na profissão, aí tive a ideia de criar um canal no Youtube e foi lá que a equipe do Fatal Model me encontrou. Era para eu ter sido uma embaixadora, mas por questões pessoais na época, não podia me expor nas redes, então criaram a coluna, pois eu não precisaria aparecer, hoje em dia já apareço porque o meu problema pessoal foi resolvido.

Nina Sag

Quanto aos orgasmos, é possível atingir orgasmos durante um encontro?

Muitos (rsrsrs), quando o contratante tem uma pegada que eu gosto, fico mais à vontade ainda e curto mesmo, e além do mais, adoram que a gente goze com eles.

Sua agenda de trabalho é bem agitada? Existe alguém ou uma equipe que te auxilia a organizar todos os compromissos?

Desde que comecei a aparecer mais nas redes sociais, inclusive nas do Fatal, o fluxo de trabalho aumentou, não só como acompanhante, mas criação de conteúdo também.

Hoje mesmo enquanto respondo essa entrevista, já escrevi o texto da minha coluna, troquei uma sugestão de vídeo para a próxima temporada de vídeos do Fatal, ouvi o áudio de um projeto novo nosso que é um podcast, respondi cliente e troquei umas ideias no meu grupo de acompanhantes. Já ‘tô’ precisando de assistente sim (hahaha).

Nina Sag

Recentemente você estreou no Buupe (plataforma de venda de conteúdo) com um fenomenal ensaio. Podemos esperar mais conteúdos provocantes e intimistas no futuro?

Nossa, foi um custo fazer aquele, levou dois anos para eu aceitar a ideia de alguém me fotografando (hahaha), morro de vergonha, então hoje não posso prometer nada. Ideias sempre tenho, mas nesse aspecto, a vergonha me trava.

Sobre sua sensualidade. O que é sensualidade para você e o que te faz suspirar?

Inteligência e intelectualidade são coisas extremamente sensuais para mim, me apaixono fácil nos nerds (hahaha).

Nina Sag

Homens e mulheres, há alguma preferência ou ambos te satisfazem? Qual o perfil dos seus clientes? Atende casais também?

Gosto de sexo com mulheres e até tenho clientes do sexo feminino, mas elas têm uma características em comum: tem personalidade. Sexo só por sexo eu prefiro com homens. Homens tem meu corpo e meu coração (hahaha), profissionalmente atendo casais e adoro porque além do sexo tenho a observação do comportamento sexual entre eles, coisa importante para os meus estudos de terapia sexual.

Os clientes te tratam bem, sendo atenciosos e delicados?

Olha, se não me tratar bem desde a abordagem no Whatsaspp nem vira cliente. Entendo que tem aqueles mais secos ou mais objetivos, o importante é a educação. A maioria são carinhosos, trazem mimos como vinhos, livros porque sabem que eu gosto muito de ler e também chocolates, sou bem mimada, mas faço por merecer, sou muito atenciosa e carinhosa com eles.

Já houve alguma vez que algo aconteceu para você querer desistir e ir embora de um encontro? O que você não tolera neste meio?

Uma vez atendi um cara que, pessoalmente, ele parecia o Smigol, normalmente não tenho problema em relação a aparência física, mas esse foi foda. Também teve um senhor ex obeso que o excesso de pele e a falta de higiene íntima me fez recusar outros convites dele, os pelos pubianos davam para fazer trancinha, para mim não dá, não fui embora, mas deu vontade.

Existe alguma história no seu trabalho que marcou a sua vida? Poderia compartilhar conosco?

São muitas histórias, recomendo a lerem meu blog pessoal (hahaha), mas tem uma curta e que me marcou muito. Tinha um sujeito muito bonito que eu conhecia de vista e ele era uma pessoa importante na cidade que eu morava.

Um dia precisei ir na empresa que me dava suporte de internet da minha casa e o vi por lá também resolvendo um problema. Na hora eu pensei: nossa, esse poderia ser meu cliente fácil. Cara… uns cinco dias depois, fui atender um cliente no motel, que agendei só por telefone, e dei de cara com ele, é cliente até hoje (hahaha).

Já foi vítima de preconceito por conta da sua profissão? Como você lida com isso? E o que você acredita que precisa mudar?

O preconceito vem em forma de arrogância, tem homens que não aceitam que eu saiba mais de algum assuntos do que eles, é nítido na expressão facial como mudam o comportamento, mas eu ignoro e faço questão de me exibir intelectualmente (rsrs).

A minha profissão não tem um manual de regras dizendo que eu preciso ser burra para monetizar o sexo, pelo contrário, ver o sexo com essa brecha profissional, me possibilita muitas outras oportunidades.

Precisa mudar muita coisa sobre sexualidade, no entanto, o mais urgente, é respeitar as mulheres que decidem fazer disso sua profissão. Se homem é acompanhante todo mundo o vê como um cara foda, se é uma mulher, a veem como uma fodida (hahaha). E nós podemos gostar tanto ou mais de sexo quanto os homens. Já tive namorados que na relação era eu quem pedia para fazer sexo.  

Você tem algum dilema na sua vida, quanto à sua profissão?

Meu dilema hoje é exercitar a paciência para lidar com pessoas de mente fechada. Faço a minha parte, explico, mostro outros lados para ajudar a pessoa a evoluir, mas não fico tentando convencer ninguém, seria o mesmo que colocar um smoking num jumento, fica bonito, mas continua sendo um jumento.

Sobre as redes sociais e plataformas, qual é sua ligação com seus seguidores? Eles são legais com você?

É uma responsabilidade ter seguidores, pois as pessoas estão “te lendo” o tempo todo, cuido muito com o que eu posto e interajo com eles nos directs porque eu preciso conhecer o meu público e sim, eles são ótimos, muitos me seguem há muito tempo.

O que gosta de fazer nas horas vagas?

Filmes (adoro os antigos), séries (também adoro algumas sitcons antigas), livros sobre empreendedorismo e espiritismo, tenho visto e ouvido muito podcast também porque estamos lançando o do Fatal em breve. 

Aposto que você deve conhecer pessoas muito legais na área. Quem são os rostos que influenciam de maneira tão positiva?

Hoje em dia eu gosto da troca que tenho com as acompanhantes do meu grupo Mademoiselles, que são várias meninas espalhadas pelo Brasil, são essas meninas maioria anônimas (mas tem famosa) que trazem o mesmo olhar que eu tenho de ver a profissão como trabalho, com ou sem glamour.

Qual música não pode faltar na sua playlist de sexo?

Depende da pessoa, né?! Se for cliente prefiro rock clássico, se for o peguete prefiro um trem mais lento e romântico (rsrsrs).

Nina Sag

Qual é o caminho para o seu coração? Ou ele é blindado?

No meu coração já tem uma pessoa, que me relaciono de forma aberta, por causa da minha profissão, mas eu sou do tipo um pouco romântica, quero voltar a namorar sério, quero casar… sou dessas.  

Qual dica você daria para alguém que pretende ser acompanhante?

Estudar (hahaha), parece uma piada, mas estudar muito o mercado antes de começar faz total diferença, evita entrar em muita cilada e hoje em dia, diferente de quando comecei, tem muito conteúdo na internet, e precisa mesmo estudar para ter certeza que está disposta e principalmente aprender sobre inteligência emocional e financeira. Ah, e se despir de preconceitos!

Nina Sag

Agradecemos muito a sua participação no Suspiro, em poder compartilhar com a gente um pouco da sua vida e seu trabalho. Deixe aqui um recado para nossos leitores e seus fãs, abra o seu coração.

Adorei a oportunidade, estava doida para chegar minha vez por aqui porque já acompanho o blog e o IG, e para quem leu até aqui e gostou (hahaha), convido para ler minhas experiências como acompanhante no meu blog (www.ninahonorato.com), pois lá tem mais de duzentos relatos e são bem bacanas, modéstia a parte (haha), leiam também a minha coluna no Fatal Model e me acompanhe nas redes sociais porque em breve tem muitas novidades. E para quem gosta de contos eróticos, tenho também alguns lá no site da Amazon.

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